Mesmo que não a encontrasse em Sevilha, quer dizer, cara a cara, eu sabia que ela estivera lá pouco tempo antes de sua longa viagem, digamos, ao Marrocos. Além disso, ficaria conhecendo o país dos laranjais e respiraria um pouco do ar tão cítrico que ela havia respirado, passaria pelas ruas pelas quais ela passara, talvez até me sentasse nos mesmos bancos em que tinha se sentado. Só isso já valia a viagem.
Trecho do livro “A garota das laranjas”, de Jostein Gaarder (pág. 70).



